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Embolização

de Miomas Uterinos

Como tratar os Miomas Uterinos

Existem diversas opções de tratamento para os miomas uterinos sintomáticos, desde o uso de medicações até a retirada cirúrgica dos miomas (miomectomia) ou de todo o útero (histerectomia).

 

A embolização de miomas uterinos é realizada em todo o mundo desde os anos 90, substituindo a retirada do útero em pacientes que desejam manter a possibilidade de gestação.

 

A escolha do melhor método de tratamento depende de uma avaliação completa pela equipe médica (Ginecologista e Radiologista Intervencionista), e também leva em consideração os seus desejos e necessidades das pacientes.

COMO TRATAR OS  MIOMAS UTERINOS

EMBOLIZAÇÃO DE MIOMAS UTERINOS

Descrita pela primeira vez para tratamento de miomas em 1995, a embolização rapidamente ganhou destaque como tipo de tratamento altamente eficaz, com tempo de internação hospitalar e recuperação mais curtos que os tratamentos cirúrgicos habituais, e com a vantagem da não necessidade de cortes ou da retirada do útero. Também não tem restrições quanto ao número e tamanho dos miomas a serem tratados.

 

O tratamento é realizado através de técnicas de cateterismo, por uma punção com agulha de uma artéria da virilha (artéria femoral). O tratamento dura em média cerca de uma hora, não necessitando de anestesia geral. Após o cateterismo dos vasos sanguíneos do útero, pequenas partículas são injetadas ocluindo as artérias dos miomas, levando à resolução completa dos sintomas em cerca de 95% das mulheres. O tempo médio de internação hospitalar é de cerca de 1 dia.

 

Quais os possíveis efeitos indesejados da embolização?

As complicações relacionadas à embolização dos miomas uterinos são raras e, na maioria das vezes, de pouca gravidade. As mais comuns incluem eliminação de coágulos ou fragmentos de miomas e amenorréia (parada da menstruação), especialmente em pacientes maiores de 45 anos. Infecção dos miomas embolizados ou do útero foi descrita, podendo ser necessário tratamento com antibióticos venosos e, muito raramente, a retirada do útero (menos do que 1% dos casos).  Embolia pulmonar decorrente de trombose das veias das pernas pode ocorrer em menos de 1% das pacientes. Finalmente, a embolização dos miomas uterinos pode reduzir a fertilidade dificultando a ocorrência de gestações futuras.

 

MIOMECTOMIA

A via histeroscópica (pelo interior da vagina) é muito utilizada para o tratamento dos miomas uterinos submucosos, porém pode ter efeito limitado em miomas localizados mais profundamente na parede do útero. O insucesso com a miomectomia histeroscópica ocorre em uma minoria das pacientes, podendo ser decorrente de ressecção incompleta dos miomas ou crescimento de novos nódulos no útero. A miomectomia pela via laparoscópica também pode ser realizada para miomas de localização subserosa ou intramural, sendo limitações a presença de grande mioma ou a presença de múltiplos miomas intramurais.

HISTERECTOMIA

A histerectomia corresponde a retirada completa do útero, podendo ser realizada pelas vias transabdominal (aberta),
transvaginal ou laparoscópica. Tem como principal desvantagem a impossibilidade de futuras gestações.

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